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Ferroviários pedem ajuda federal para recompor e salvar plano de saúde
 
OS RECURSOS PÚBLICOS necessários para recompor a reserva técnica e manter em funcionamento o Plano de Saúde dos Ferroviários (Plansfer) devem totalizar R$ 82 milhões, disse ontem o diretor executivo do Serviço Social das Estradas de Ferro (Sesef), Jorge Moura, em audiência pública promovida pela Subcomissão Permanente em Defesa do Emprego e da Previdência Social, ligada à Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

Segundo Moura, a reserva técnica do fundo, calculada em 33 mil notas do Tesouro, foi “consumida de forma criminosa”. Com isso, afirmou, o plano perdeu seu equilíbrio financeiro e está ameaçado de extinção. Ele pediu apoio aos senadores no trabalho de convencer o governo a promover um aporte capaz de recompor a reserva técnica do fundo.

– Precisamos que o governo reponha essas notas do Tesouro. E não vamos ficar de pires na mão eternamente – disse, lembrando que cerca de 13 mil ferroviários de 70 a 80 anos poderão ficar sem plano de saúde.

Representante da Federação Nacional dos Trabalhadores Ferroviários, João Edacir Calegari Morais recordou que uma solução para o caso deverá ser adotada em menos de 30 dias, para evitar o fechamento do plano dos ferroviários.

Após ouvir os representantes dos ferroviários, Paulo Paim (PTRS), na presidência, anunciou que a comissão daria “todo o apoio” às suas reivindicações. Ele afirmou que solicitaria audiência com os ministros do Trabalho, Carlos Lupi, e dos Transportes, Alfredo Nascimento, para tratar do assunto.

– Não é possível que esse país não reconheça a importância da família ferroviária – disse.

As senadoras Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Marinor Brito (PSOL-PA) e Lídice da Mata (PSB-BA) manifestaram apoio aos ferroviários. Lídice da Mata também defendeu a reativação dos trens de passageiros. Por sua vez, Casildo Maldaner (PMDBSC) apoiou o repasse de recursos federais ao plano dos ferroviários e pediu a apuração das responsabilidades pela dilapidação do patrimônio do plano.

 
Senador Paulo Paim (quarto à direita) garante aos representantes dos ferroviários que a subcomissão apoia as reivindicações e trabalhará por elas junto ao Executivo